domingo, 30 de agosto de 2009

Nada a ver



Hoje eu comprei um batom marrom
Comemorando o outono que já começou
Estou deixando aquele vermelho terminar
E logo assim poder me livrar do calor do verão
Ele me irrita!

Amanhã vou tentar procurar um esmalte do mesmo tom
Para enterrar um pouco esse momento cabaret
E vou sair com as meninas Beth, Mara e Clair

Ontem eu ainda vestia aquela máscara de Madalena
Falei com você ao telefone
E escrevi uma carta datada com um dia depois de hoje
Nada a ver.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Em OTH #8. Não era insônia.

Lances da vida #8

NÃO ERA INSÔNIA

Peyton teve mais uma daquelas antiga e infernal noite. Já não se sabe se foi o calor do dia que chegou a 38°, se foi a sua soneca na parte da tarde, onde seu corpo morto se recusava a se levantar com as três horas de sesta ou se foi o abuso da cola e mais tarde uma copada de chá verde para desencargo de consciência devido ao seu domingo de gula.
Deitou cedo pois tem feito caminhadas as seis horas da manhã. Antes, ela tomou uma ducha fria, acendeu um insenso e foi remover a maquiagem do rosto e fazer aquela limpeza noturna como de costume. Parecia ate um ritual, pois ela repete sempre os mesmos passos: remove a maquiagem, tonifica a pele, passa o creme e por último o colágeno elastina ao redor dos olhos.
Com o ventilador no máximo, janelas e portas abertas foi se deitar. Seu corpo automaticamente se ajustava à posição reta daquele colchão ortopédico. “Esvaziar a mente, esvaziar a mente.” Repetia ela no seu íntimo. Rolava pra lá e pra cá e seus pensamentos ainda acesos gritavam e cada vez mais alto.
Ficou surda.
“Limpando a mente, respirando devagar e profundamente. Sinta o pulsar do coração. Acompanha o ritmo. Desacelere-o.” pensava calmamente tentando controlar a ansiedade com os passos que aprendeu com as aulas de Pilates.
Adormeceu.
Nunca se sabe como e por que, mas ela despertou no meio da noite assustada. Tentou lembrar se estava sonhando com algo, mas se certificou que não. Sua cabeça estava a mil. Bateu um medo em seu coração, ela levantou e fechou a porta. “Vai começar tudo de novo.” Pensou.
Ao mesmo tempo em que ela havia perdido o sono, ela estava sonsa e cansada, que pensou em olhar as horas e nem isso o fez. Lembrou que não havia feito sua oração noturna.
Desmaiou.
“I know a girl who's obsessed with a guy, she talks for hours and still tomorrow…” Seu despertador tocando.
Acordou feliz, viva e louca para correr.

sábado, 11 de julho de 2009

Momentos nostálgicos. OTH #7


Lances da vida #7

Momentos nostálgicos

- Outono de 1997

_ Mãe, ontem adormeci reparando que minha face formigava e ás vezes sentia repulsar meus lábios e umas vezes os olhos.
_ O que quer que eu faça filha?
_ Nada mãe. Só estava comentando.
(pausa)
_ Eu sentia frio também, mas só no lado direito dos pés e mãos.
_ Por que não colocou as meias? Estamos no outono, já está esfriando.
_ Mas eu disse apenas o LADO DIREITO que estava gelado.
_ Vixe! Cuidado com a paralisia hein? Ás vezes vejo seus olhos repulxando mesmo. Mas isso é a televisão até tarde e o computador. Maldito computador.

Engraçado como tem pais que conseguem jogar mais os filhos no chão. Só me faltou ela mandar eu ir para igreja para o padre me benzer, por sorte ela é agnóstica.
Lembro ter acordado cedo para ir ao hospital, e no banco de espera onde eu me sentia a pessoa mais vulnerável do mundo, eu chorava por pensar na tristeza que deve ser morrer sozinho, e isso acontece todos os dias...
Naquele dia descobri que eu sofria de ADD ( distúrbio de deficit de atenção).

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Briga com a mãe. OTH #6


Lances da vida #6

Briga com a mãe

Hoje eu acordei com uma imensa dor de cabeça, mas na verdade foi a ligação da minha mãe que não parava de me atormentar.
Na minha adolecência toda fui prejugada por atos que não cometi e nem sonhava em cometê-los. Mas não. Se você é mais fechada, anti-social, usa preto, escuta músicas nervosas ou de protestos, você é a diabólica da família.
Meu irmão, que na verdade nem é meu irmão, (porque descobri que ele é adotivo), é o "santo" da casa. Bom moço só porque se veste feito um?? Francamente.
Hoje a senhora minha mãe me liga falando que ele está preso, por uso de drogas e prostituição. HA.HA Eu ri.
Não.
Eu dei gargalhadas.

_ Peyton, vocês não fazem idéia de como eu tentei fazer de tudo para que vocês não entrassem nessa, que tivessem uma educação sadia..
(Interrompi ela)
_ Peraí mãe! Por quê você sempre se refere a ele como NÓS? Já estou cansada disso, de ter que levar uma meia culpa das coisas que Josh fez ou faz. E quer saber? Eu acho isso um soco no teu estômago, afinal, você gastou energia demais com filho errado.
_ E você quer culpar os pais pelos atos de vocês?
_ Ah é? Eu culparia quem?? Se você não tivesse passado a mão na cabeça dele, enquanto eu me trancava no quarto achando que eu era um estorvo negro na sua vida, talvez ele estivesse com os pés mais no chão, afinal, sempre adorou uma vida fácil.
_ Cada um com sua cruz Peyton.
_ Exatamente. E ele é sua cruz.. e olha... (fui interrompida)
_ Minha cruz?? Não não!
_ Sua cruz sim. É um kharma que você veio gerando mãe. Não vá tirar o corpo fora agora, porque o pai já havia dito para você parar de tanta implicância comigo e percebesse mais o Josh, e agora você vem falar de cruz?? Sei ...

Confesso que se esse papo tivesse sido ao vivo, teríamos nos matado.
Entende porque saí de casa?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Em OTH #5


Lances da vida #5

Nascemos e quase que automaticamente somos iniciados a viver uma vida imortalmente. Na cultura ocidental, pessoas temem a morte, pois ela significa um fim, e todos querem que tudo perdure, pelo menos a vida.

Episódio de hoje: O desemprego do pai de Dylan

O rapaz chega abatido na escola, quase não falou em sala de aula e muito menos fez as suas piadinhas diárias. Mouth (o Boca), seu amigo, chega para conversar na hora do intervalo.
_ Meu pai foi mandado embora da empresa. Dizem que ele chorou feito criança. Comenta Dylan. (Seus pais haviam se divorciado quando ele tinha 10 anos)
_ Nossa que chato! Mas o que aconteceu?
_ Contensão de despesas. Essa crise está tão mais próxima da gente do que imaginamos. Tudo bem que meu pai já era aposentado e ainda trabalhava lá, mas você sabe né? Ainda somos pensionista em casa, e agora as coisas tenderão a mudar.
_ Primeira vez que você fala de seu pai para mim.
_ Realmente não temos uma ligação normal. Desde que eles se separaram, as coisas se distanciaram mais. Meu pai parecia se enfurnar na empresa só para não estar com a gente. Sempre foi assim, antes e depois do divórcio. Eu tenho um pai, mas nada sei sobre ele, e só fiquei sabendo que ele chora, porque meu irmão falou com a esposa dele.
_ Eu sinto muito por essa relaçao. É uma pena ele não conhecê-lo também. Você é um jovem muito bacana Dylan. Tem sonhos, ideais, projetos...
_ E agora temo ter que adiá-los porque precisarei de um emprego integral.
_ Olha, isso não é o fim do mundo ta bom? Ninguém nunca morreu por adiar alguns planos, afinal, você pode entrar na faculdade quando puder, oras!
_ (...)

A vida é um círculo, não tão perfeito como uns imaginam. E você só percebe isso quando ela prega peças em você.
Mas já parou para pensar que ela também te dá sempre uma oportunidade de recomeço? É só você acordar pela manhã e perceber que ainda respira, que ainda está vivo!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Em OTH #4


Lances da vida #4

A saga ao Doritos

Valentine's day, Jake está solteiro, sem compromisso aparentemente para a noite, e já imaginando como passar a noite depressiva, recebe um telefonema: Era um convite para uma resenha de amigos solteiros. Reuniãozinha pequena, só para íntimos mesmo.
Chegando lá, já foi aumentando o som e pegando uma bebida. A noite promete. Pensava. Queria afogar as mágoas, já que a tal morena que ele estava afim, não queria nada sério com ele. “Como sou trouxa em me privar por conta de alguém, que além de morar longe, não quer compromisso, e eu aqui, perdendo as oportunidades de conhecer mais pessoas bacanas...” Murmurava a si mesmo.
Acabou amanhecendo na casa de Julian, o rapaz que fez a festinha.
Sem lembrar de como capotou na cama dos pais do rapaz, acordou com uma tremenda dor de cabeça. Ficou mexendo no celular enquanto os outros garotos que também adormeceram lá não acordavam. Por volta das 10:30 levanta Cooper já ligando um trance. O humor da casa cheia de meninos de ressaca rapidamente mudou de astral. Foram fazer café, assaram umas rosquinhas e já programavam o almoço.
_ Me desculpem pessoal, mas não poderei compartilhar do almoço hoje. Tenho basquete as 5pm e ainda preciso passar em casa para pegar o uniforme.
Foi dito e feito. Fez uma pequena viagem de onibus de volta para casa e já se preparando para outra corrida em rumo ao ginásio após pegar suas coisas. Com a moto na oficina, tinha que enfrentar onibus lotado.
Como o tempo estava corrido, apenas tomou uma ducha, se perfumou, arrumou as coisas e foi para o ponto. Nem ao menos lanchou. Ainda estava de estômago virado mas satisfeito com os donuts.
Dentro daquele busão apertado, o cheiro forte do próprio perfume, ele começa a sentir náuseas.
_ Só falta eu passar mal aqui. Pensou.
Logo pegou um chiclete que estava no bolso para ver se cortava o enjôo.
Bateu uma leve fome e vontade de comer Doritos de nacho e achava bom o ônibus chegar logo para ele não vomitar lá dentro.
“É a fome. Preciso mesmo de um cheetos para cortar esse enjôo. Necessito de sal.”
Lembrou que o ponto que ele iria descer havia uma mercearia em frente. “Ótimo que não precisarei andar muito.”
Chegando lá, não havia nenhum tipo de cheetos para sua infelicidade.
Agora era um Jake enjoado na sua caçada ao doritos.
Lembrou de um supermercado a três quarteirões dali.
Para seu azar, o lugar estava com as portas meio aberta.
_ Não está funcionando?
_ Houve problemas com as fiações de energia.
_ Jesus Cristo! Onde encontro lugar que vende CO-MI-DA? ( o coitado já se referia o salgadinho como comida).
_ Mais lá na frente tem um mercadinho.
E foi o rapaz depressivo continuando sua saga. Nisso nem reparou que sua náusea já havia passado. Agora comprar o biscoito era questão de honra.
Foi andando, andando e nada. Cadê o maldito lugar? Se questionava.
Por fim achou e por sorte lá havia seu cheetos. Comprou feliz da vida, se informou melhor sobre o supermercado e ficou sabendo que houve um mini incêndio nas fiações elétrica.
Agradeceu e foi degustando o biscoito.
Na última mascada, não se conteve. Vomitou o pacote todo.
Tudo culpa da cachaça.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Em OTH #3


Lances da vida # 3

A atmosfera estava um pouco mais calma em relação ao ultimo encontro que Lucas e Peyton tiveram. Ela o convidou para entrar e ofereceu-lhe uma xícara de café.
_ Vou aceitar. Respondeu ele dando aquele sorrisinho tímido.
O silencio ainda pairava no ar quando o próprio quebra o clima.
_ Você está fazendo uma visão errônea dos meus atos. Peyton, eu preciso entender sua insegurança, mas você parece não acreditar em mim.
_ Mas Lucas! Você me deixa mesmo confusa sabe. Aquele dia lá da festa, quando você conversava com a Brooke, a forma como você a olhava, e colocava as mãos no bolso, tímido à alguma coisa que ela dizia a você, isso me pareceu mesmo xaveco. E olha, eu sei que estou no “lugar” errado, afinal, vocês já ficaram e ela é minha amiga. Acreditar que ainda não há nada entre vocês é complicado poxa. Se ponha no meu lugar.
_ Hey hey! Disse ele pegando em seu rosto. O que tive com Brooke foi legal? Foi. Mas passou. Realmente ando mais aéreo que antes, mas não é nada pessoal com você entende? Eu gostaria que você tivesse paciência comigo.
_ Seria legal também você jogar limpo comigo. Não estou dizendo para você não falar mais com a Brooke ou outras garotas, mas não queria que me desse motivos para cismas. Fantasiei tantas coisas naquela noite quando cheguei em casa, que você não faz idéia. Isso me fez mal.
_ Você sabe que antes da Brooke, eu tive um relacionamento que me deixou com seqüelas. Digo que ainda estou em processo de recuperação. Sei que você também está num momento parecido com o meu, e confesso que isso me deixa com mais vontade de estar com você porque sei que me entenderia melhor que qualquer outra garota. Você é sensível e compreensiva e estou precisando de alguém assim para me ajudar a curar, a voltar a ser como eu era antes, com brilho nos olhos sabe...
_ Tenho tanto medo de voce estar me usando para essa “tal” recuperação, e depois que estiver pronto pra outra, você não me suportar mais.. afinal, sou complicada. Confesso que sou.
_ AHAHA Mas quem não é complicado? Eu gosto das nossas conversas, gosto de dividir com você minhas musicas e gosto das respostas que você tem para as minhas perguntas. Eu preciso de você Peyton.
_ E eu também preciso de você. Disse ela cabisbaixa. Mas olha! E você pára de me dar motivos para cismas ta? Não quero ter outra crise de ansiedade por conta disso não. Francamente.
_ iiii que bobinha. Mas tenta confiar mais em mim, por favorzinho?
_ Ahhh! Você sabe mesmo como me pegar de jeito né, sr. Scott?

E se beijaram.
Parece que os ventos de Tree hill começaram a mudar de percurso, e com certeza o humor de Peyton agradece. Pegar aquela garotinha num bad mood é deixar a cidade totalmente nublada. Sim, nublada e fria...
Mas há males que vem para o bem. Mas vamos ver até onde esses pombinhos estarão trocando juras de amor...