terça-feira, 22 de setembro de 2009

Histeria 11#


EM OTH 11#

Lances da vida 11# - Histeria

Sei que tenho me lamentado mais do que tenho agradecido.
Achei que minha vida poderia melhorar com o fato de sair de casa em busca de uma independência, mas não.
Sou uma histérica.
Eu sei que teria sido prato cheio pro Dr. Breuer, e as vezes acho que meu código genético azarento no campo emocional, veio daquela época escura do século XIX e me consumo tentando entender o porquê de ninguem ter feito nada para avançar a psicologia.
Sabe quando você acredita que tem um potencial mas se sente fraca em fazê-lo aparecer? Se tornar evidente?
Mas não.
Me ponho a reclamar, a gritar, a me cortar, como se alguém fosse culpado por cada surto meu.
Não preciso que me ame só por pena.
Mas eu quero te culpar por cada ódio que tenho plantado em meu coração.
Em uma de nossas conversas, o Dr. e eu:

_ Mas você o ama. Isso não significa que ele a ama de volta.

E foi ai que percebi que alimentei uma ridícula ilusão, mas você, seu maldito, demonstrou com cada gesto o seu amor por mim. Ou o que teria sido aquilo??
E agora quer me arrumar um terapeuta para curar meu desespero?
Rá!
Faça-me rir.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Em OTH #10


tu.tu.tu

E a ligação caiu.
Subi as escadas correndo na tentativa de salvar todas as emoções sentida naquele papo.
Comecei a rabiscar.

trim.trim.trim

Desço correndo silenciosamente fazendo toc toc.

_ Hey! Digo baixinho.
_ Só liguei novamente para dizer boa noite.

E foi aí que o momento nostálgico aumentou.
A vontade de estar perto.
De sentir seu cheiro.
Acordar ao seu lado e ver teu rosto marcado do travesseiro e ainda aturar seu mal humorzinho com carinha de preguiça.
Assim era você nos meus sonhos...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Penso, logo existo.

Ás vezes uma imagem diz mais do que mil palavras...

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Novo jeito de me sujar


Lances da vida #9

E mais um dia passa na vida de Peyton, como se tudo que ela fizesse nada fazia sentido. Uma perda de energia em vão, pensava ela.
Preciso de uma mudança! Proclamou uma vez.
Enxer a cara de remédios na tentativa de dormir melhor ou dissipar supostas dores.
Mentira.
Ilusão.
Ela pensou seriamente em procurar novamente um psiquiatra antes que viesse a mudar.
Ela tem pretendido sair de sua cidade, em busca de um sonho, em busca de uma liberdade.
Que liberdade seria essa que ela tanto clama? Sendo que ela ainda se mantêm presa a conceitos e pessoas que em nada acrescentam em sua vida?
Chega! Confessa.
Estou fazendo as malas para logo partir. Levando assim você, ele, ela e todos que estão envolvidos. Preciso me limpar. Lavar meus pensamentos.
Mas hoje descobri mais um jeito de me sujar.

domingo, 30 de agosto de 2009

Nada a ver



Hoje eu comprei um batom marrom
Comemorando o outono que já começou
Estou deixando aquele vermelho terminar
E logo assim poder me livrar do calor do verão
Ele me irrita!

Amanhã vou tentar procurar um esmalte do mesmo tom
Para enterrar um pouco esse momento cabaret
E vou sair com as meninas Beth, Mara e Clair

Ontem eu ainda vestia aquela máscara de Madalena
Falei com você ao telefone
E escrevi uma carta datada com um dia depois de hoje
Nada a ver.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Em OTH #8. Não era insônia.

Lances da vida #8

NÃO ERA INSÔNIA

Peyton teve mais uma daquelas antiga e infernal noite. Já não se sabe se foi o calor do dia que chegou a 38°, se foi a sua soneca na parte da tarde, onde seu corpo morto se recusava a se levantar com as três horas de sesta ou se foi o abuso da cola e mais tarde uma copada de chá verde para desencargo de consciência devido ao seu domingo de gula.
Deitou cedo pois tem feito caminhadas as seis horas da manhã. Antes, ela tomou uma ducha fria, acendeu um insenso e foi remover a maquiagem do rosto e fazer aquela limpeza noturna como de costume. Parecia ate um ritual, pois ela repete sempre os mesmos passos: remove a maquiagem, tonifica a pele, passa o creme e por último o colágeno elastina ao redor dos olhos.
Com o ventilador no máximo, janelas e portas abertas foi se deitar. Seu corpo automaticamente se ajustava à posição reta daquele colchão ortopédico. “Esvaziar a mente, esvaziar a mente.” Repetia ela no seu íntimo. Rolava pra lá e pra cá e seus pensamentos ainda acesos gritavam e cada vez mais alto.
Ficou surda.
“Limpando a mente, respirando devagar e profundamente. Sinta o pulsar do coração. Acompanha o ritmo. Desacelere-o.” pensava calmamente tentando controlar a ansiedade com os passos que aprendeu com as aulas de Pilates.
Adormeceu.
Nunca se sabe como e por que, mas ela despertou no meio da noite assustada. Tentou lembrar se estava sonhando com algo, mas se certificou que não. Sua cabeça estava a mil. Bateu um medo em seu coração, ela levantou e fechou a porta. “Vai começar tudo de novo.” Pensou.
Ao mesmo tempo em que ela havia perdido o sono, ela estava sonsa e cansada, que pensou em olhar as horas e nem isso o fez. Lembrou que não havia feito sua oração noturna.
Desmaiou.
“I know a girl who's obsessed with a guy, she talks for hours and still tomorrow…” Seu despertador tocando.
Acordou feliz, viva e louca para correr.

sábado, 11 de julho de 2009

Momentos nostálgicos. OTH #7


Lances da vida #7

Momentos nostálgicos

- Outono de 1997

_ Mãe, ontem adormeci reparando que minha face formigava e ás vezes sentia repulsar meus lábios e umas vezes os olhos.
_ O que quer que eu faça filha?
_ Nada mãe. Só estava comentando.
(pausa)
_ Eu sentia frio também, mas só no lado direito dos pés e mãos.
_ Por que não colocou as meias? Estamos no outono, já está esfriando.
_ Mas eu disse apenas o LADO DIREITO que estava gelado.
_ Vixe! Cuidado com a paralisia hein? Ás vezes vejo seus olhos repulxando mesmo. Mas isso é a televisão até tarde e o computador. Maldito computador.

Engraçado como tem pais que conseguem jogar mais os filhos no chão. Só me faltou ela mandar eu ir para igreja para o padre me benzer, por sorte ela é agnóstica.
Lembro ter acordado cedo para ir ao hospital, e no banco de espera onde eu me sentia a pessoa mais vulnerável do mundo, eu chorava por pensar na tristeza que deve ser morrer sozinho, e isso acontece todos os dias...
Naquele dia descobri que eu sofria de ADD ( distúrbio de deficit de atenção).